Ora viva! Escrevo num bocadinho do meu serão de trabalho diário que, dados os afazeres familiares
( brincar, banhos, jantares, maminha, história e canções de embalar) só começa por volta das 22:30. Tendo em conta que o despertador toca às 6:45m, digamos que tenho que me despachar e que, vou dormir "à pressa"!
Ainda assim, ando há uns dias a refletir e a pensar que tinha que fazer um post sobre isto: carreira, formação e filhos, qual a combinação possível? Ah pois é, ou não é...que gestão! Iniciei uma nova (e interessante!) formação na semana passada que veio retirar mais ao pouco tempo que me "sobra".
Quando se tem filhos e, em particular, quando se tem filhos "pequenos"( bebés "de mama" e "maltinha" no pré-escolar), juntar ao quotidiano profissional ( e todo T.P.C que algumas profissões, como a de professora- implicam) formação torna tudo...muito FIT! LOL
Sempre gostei de aprender/saber mais e (ainda) não estou convencida a "ficar por aqui" e ser até ao final da carreira " só" professora com a sua turma...quero fazer mais, quero fazer diferente e, um dia, quero experimentar outras funções, dentro desta área da qual gosto muito. Quero dar uso ao mestrado que fiz já em 2006 e às competências e mais valias para as quais o mestrado me habilitou - orientação e supervisão pedagógica- formação de professores, entre outras.
Para isso há que investir na formação, há que arriscar. Ideias tenho muitas, mas preciso de aguardar que as miúdas cresçam mais um bocadinho para poder estar fora de casa mais horas, para poder ausentar-me da zona onde vivemos por um dia, dois... Preciso que cresçam para poder aceitar desafios fora da minha zona de conforto.
Ter filhos implica, desde a gravidez, fazer opções, considero que os filhos são nossos e somos nós que temos que gerir tempo para...ter tempo.
Tempo para brincar, todos os dias, um bocadinho com eles.
Tempo para não os deixar nas escolas, colégios 8/9/10/12 horas ( há crianças que ficam- entre escola e ATL - 12 horas por dia!). Isto para mim ( enquanto professora e enquanto mãe) é uma atrocidade. tem efeitos graves, significativos...
Tempo para os ensinar brincar, a escolher, a cozinhar, a SER( e não só para ralhar no seres dos finais de dia).
Tempo para os ouvir.
Tempo para partilhar as nossas histórias com eles.
Tempo para os mimar...
Os filhos precisam de nós e nós precisamos de os ver crescer...de os fazer ( e sentir) felizes!
Boa semana!


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