Cumprindo uma das (minhas) tradições, na manhã do último dia do ano de 2018, abri a carta que havia escrito no último dia do ano de 2017. Nas últimas horas de 2018 escrevi a Carta ao Ano de 2019.
Numa das minhas pesquisas, em alguma revista ( provavelmente a revista ACTIVA que leio desde os 12 anos - lia as da minha mãe!), li sobre este "ritual", escrever o que desejamos para o ano que vai entrar, fechar a carta ( que passa a noite de réveillon debaixo da nossa almofada) que, posteriormente, é guardada e aberta apenas no último dia do novo ano. Assim faço, não me lembro desde quando, mas cumpro.
Acho que escrever nos "compromete", neste caso connosco próprios. Além do que, são tantas "coisas" para fazer ao soar das 12 badaladas ( subir a cadeira com o pé direito, comer 12 passas, 3 bagos de romã, lentilhas, dar 3 pulinhos, fazer barulho, abrir o champanhe, brindar, ufa...começamos logo o ano em sprint) que a pessoa pode esquecer-se de alguma 😆!
Este ano, particularmente, soube-me muito bem abrir a carta que escrevi no último dia do ano de 2017. Não pedi muito mas pedi, além de saúde ( o mais importante): maturidade para viver a maternidade!
É que isto de ser mãe tem muito que se lhe diga...Nos primeiros meses de vida do bebé, é uma roda viva de emoções, juntando à loucura das hormonas, que desarma qualquer mortal, por mais seguro que seja. Na minha primeira viagem pela maternidade, os primeiros meses foram muito difíceis e emocionalmente desgastantes, Trouxeram à tona muitos medos, inseguranças...cheguei a achar que, não era capaz, verdade! Foi difícil...depois estabilizou. Mais tarde, (re)ingresso na vida profissional após a (prolongada, fiquei quase 11 meses entre licença 6+3 e férias - acumuladas e do próprio ano) licença de maternidade da Princesa-Mor voltou a trazer tudo à tona e, foi duro!
Desta vez, resolvidos os "macaquinhos do sótão" na primeira gravidez, havia uma grande ansiedade e expectativa em viver a maternidade pela 2.ª vez, testar-me. Perceber se havia aprendido "tudo" ( além de fraldas, banhos e maminha, claro) ou se iria voltar o turbilhão de emoções. Achava que ia ser diferente, sentia-me mais preparada mas...era um risco, uma possibilidade.
Como sempre que tenho um desafio pela frente, pedi muito a Deus que me ajudasse, que me desse sabedoria e maturidade para viver, com mais tranquilidade e segurança, esta segunda viagem pela maternidade. E deu...os céus, as minhas estrelinhas e "eu " colaborámos e 2018, o nascimento da Kika, os primeiros meses de maternidade e, mais tarde, o regresso ao trabalho foram prova superada!
Este ano, não foi execeção e escrevi as minhas cartas ( sim, escrevo uma para cada filha e uma para o marido...) o que pedi? Não posso dizer mas quando, no final de 2019 abrir a carta, prometo partilhar! Até lá, vou (estou) a trabalhar para que tudo se concretize...



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